Estrelas

terça-feira, 31 de agosto de 2010


Estive no Corcovado neste último domingo. Levei irmãos, sobrinhos, minha família...enfim, especialmente por isso, foi um dia muito especial. Não vou gastar aqui linhas sobre ser aquela uma das maravilhas do mundo, mas maravilhoso mesmo é descobrir o quanto se é pequeno diante do que se vê de lá. E é sempre como se fosse a primeira vez, cada companhia, um ângulo diferente ainda não descoberto...

Bom, virgindades à parte, nem tudo foi tão belo assim. Não sou carioca, sou nilopolitana, mas são cidades ...contíguas (rs), portanto, falarei como se da gema fosse. É tudo nosso??? Então, que porra de negócio é esse de se cobrar R$36,00 para pegar o trem do Corcovado,com um tempo mínimo de espera de 02 horas, ou ter que desembolsar R$44,00 para pegar uma van e evitar a espera????

Tá. Tem a manutenção das escadas rolantes, dos elevadores, dos banheiros, que estavam limpos meeeeeesmo, salários etc, etc, etc, que gera um custo, mas, para variar, fizeram disso um "negócio da china". Você tem noção de quantos turistas passam por ali por final de semana????

Acho que acabei de responder às minhas indagações. Não somos turistas, somos somente a população do Rio de Janeiro, estado ou cidade, e aquela maravilha não é nossa e não foi feita para a nossa contemplação.

Quem disse que foi???? Estive no Corcovado neste último domingo. Levei irmãos, sobrinhos, minha família...enfim, especialmente por isso, foi um dia muito especial. Não vou gastar aqui linhas sobre ser aquela uma das maravilhas do mundo, mas maravilhoso mesmo é descobrir o quanto se é pequeno diante do que se vê de lá. E é sempre como se fosse a primeira vez, cada companhia, um ângulo diferente ainda não descoberto...

Bom, virgindades à parte, nem tudo foi tão belo assim. Não sou carioca, sou nilopolitana, mas são cidades ...contíguas (rs), portanto, falarei como se da gema fosse. É tudo nosso??? Então, que porra de negócio é esse de se cobrar R$36,00 para pegar o trem do Corcovado,com um tempo mínimo de espera de 02 horas, ou ter que desembolsar R$44,00 para pegar uma van e evitar a espera????

Tá. Tem a manutenção das escadas rolantes, dos elevadores, dos banheiros, que estavam limpos meeeeeesmo, salários etc, etc, etc, que gera um custo, mas, para variar, fizeram disso um "negócio da china". Você tem noção de quantos turistas passam por ali por final de semana????

Acho que acabei de responder às minhas indagações. Não somos turistas, somos somente a população do Rio de Janeiro, estado ou cidade, e aquela maravilha não é nossa e não foi feita para a nossa contemplação.

Quem disse que foi????

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Enchantagem (Paulo Leminski)



de tanto não fazer nada
acabo de ser culpado de tudo

esperanças, cheguei
tarde demais como uma lágrima

de tanto fazer tudo
parecer perfeito
você pode ficar louco
ou para todos os efeitos
suspeito
de ser verbo sem sujeito

pense um pouco
beba bastante
depois me conte direito

que aconteça o contrário
custe o que custar
deseja
quem quer que seja
tem calendário de tristezas
celebrar

tanto evitar o inevitável
in vino veritas
me parece verdade

o pau na vida
o vinagre
vinho suave

pense e te pareça
senão eu te invento por toda a eternidade

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Profissão de Febre



quando chove,
eu chovo,
faz sol,
eu faço,
de noite,
anoiteço,
tem deus,
eu rezo,
não tem,
esqueço,
chove de novo,
de novo, chovo,
assobio no vento,
daqui me vejo,
lá vou eu,
gesto no movimento

Paulo Leminski

domingo, 22 de agosto de 2010

Coisa natural da vida


Quarto totalmente escuro. Meus filhos e eu. Uma cama queen size e uma de solteiro. É assim que dormimos e só dormimos assim.
-Mãe, sabia que o tio do João Vitor morreu?
-Sabia, Bb.
Miguel ficou em silêncio por alguns segundos e então começou a chorar compulsivamente.
-Filho, o que você tem? Fala pra mim, não chora...
-Mãe, e se você, o papai, a Vó Nabiha e o Vô Miguel morrer (sic), como eu vou ficar???
Aquilo me pegou de surpresa. Odeio surpresas. Não sei lidar com elas. Acabo sempre fazendo ou falando m. Quase perguntei, 'mas filho, tem que morrer todo mundo assim de uma vez???'. Mas uma coisa me chamou a atenção. Ele não incluiu a minha mãe, que é a paixão dele. Não resisti.
- E a Vó Judite?
Muito rápido, sem titubear, com toda a certeza do mundo, Miguel respondeu:
- Não mãe, a Vó Judite só tem 66 anos e ela é muito forte. Ela leva a gente pro campinho e joga muita bola. A minha Vó Nabiha e o Vô Miguel é que têm muita doençinha. A Vó Judite não.
Suspirei aliviada porque poderia ter causado mais dor incluindo a minha mãe naquela incursão. Mas o alívio não durou muito tempo. Nossa, a Vó Judite é imortal para ele, e apenas ela. Mas não quero pensar nisso agora.
Esse é um tema (a morte) que, cedo ou tarde, invade o coração das crianças em determinada fase, mas não sabia o que dizer naquela hora. Sem contar que surpresas são inimigas do meu raciocínio, fazem pressão. Não funciono sob pressão. Meu QI emocional é 0, e já melhorei muito. Fui salva pela Maria Eduarda, minha libriana justa, do alto de sua sabedoria de 09 anos de idade.
- Miguel, presta atenção na sua irmã. Isso é coisa natural da vida.
Disse ela.
- O que é coisa natural da vida?
- É assim, ó, a gente nasce, cresce, fica velhinho e morre. Todo mundo é assim. Não fica triste não. Isso acontece com todo mundo.
-É assim, mãe?
- Exatamente assim.
- Aquilo tudo, tá mãe. Você ora? Não esquece de orar pelo papai. Quando terminar, diz amém.
Esse é o nosso código de boa noite. Nessa ordem. Um sempre começa. E digo em seguida, para cada um deles:
- Pra você também. Sempre oro (pelo pai deles).
Nem sempre rezo, oro, ou converso com Ele. Essa é a hora que Morfeu me abandona, pensamentos me invadem e ela, essa insônia, me cumprimenta.
- Mãe, você já orou?
- Já. Amém.
-Amém.
-Amém.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Falésia : forma geográfica litoral, caracterizada por um abrupto encontro da terra com o mar. (wikipedia)



Estava revendo meus álbuns quando achei essa foto aí de cima. Mais do que lembrar desse dia, quando chegamos lá no alto, em Morro Branco, Fortaleza, lembro-me da expressão de felicidade no rosto do Zé, olhando para o meu. A minha alegria o encantava mais do que todo aquele tom lindo de laranja que refletia daquelas falésias. A minha emoção, que tentava escorrer pelas lágrimas que eu não deixava rolar, o comoveu. Foi como se, naquele momento, ele tivesse compreendido porque o caminho de um ser tão diferente havia cruzado o dele...para me proporcionar momentos tão felizes (obrigada). O nosso amor deixou marcas lindas, como aquelas falésias que visitamos, expressão perfeita para um encontro intenso e abrupto. Eu, Terra. Você, mar.